un dress

uma das condições indispensáveis da construção é a ingenuidade da disposição que torna o corpo leve e a ber to em consonância com a luminosa vibração do espaço e a sequência fluvial do tempo ~ antónio ramos rosa o aprendiz secreto ~ som de abertura john surman edges of illusion ~

30.6.08

 





~~












eco o a oce




silen oci cio ( aco et oce


oca te eco ) oip oir on



e co o oc e



( aoc m e m e coa co a














photoMyaL




.

20.6.08

 








~














Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio, mas o pilar

mais forte da construção será uma palavra.




Tão viva e densa como o silêncio e que, nascida do silêncio,

ao silêncio conduzirá.




~



[



A continuidade do tempo é a sucessão de presenças e ausências, de elevações e quedas, de desaparecimentos no seio do aparecer, de enxames de sombras nos círculos luminosos.

O conhecimento desta dualidade leva o construtor a ter em conta o vazio e a sombra como condições da densidade e leveza da sua construção.

Assim na materialidade maciça do ser é necessário abrir concavidades e vazios para que o fluir do tempo se actualize na matéria com a musicalidade do ser.

A graça e o encanto das formas resulta desse jogo de luzes e sombras, de plenos e vazios, de formas côncavas e convexas, de planos e curvas, de tonalidades suaves e cores intensas.

A morada será como uma concha adormecida com largas e baixas janelas abertas para o mar e os campos monótonos de sobreiros e olivais, e de um terraço liso e vermelho avistar-se-à também o mar e o horizonte e, à noite, o silencioso e cintilante harmónio das estrelas como um vasto leque imóvel e rutilante, soberanamente aberto.

Esta abertura do espaço cósmico fomentará a unidade que o construtor procura atravéz da dualidade do tempo.

A casa terá por isso a flexibilidade vegetal de uma planta e a transparência de um animal aéreo suspenso num voo largo e repousado, interminavelmente aberto à tranquilidade de um puro espaço.










__________________________________________________________







antónio ramos rosa o aprendiz secreto [ alterado
rafaela (un)dress [ foto










[( jardim de pálpebras de rosa ramos rio sombras e pássaros-amnióticos, aqui: desde o primeiro dia, sobre este chão quente - terra s, rio s, vento s, luz e treva s, front eiras, vo os e janela s, eco s e eco: um só eco de fé, esta estação, esta onde chego, a aprender uma outra voz, assim tão nua: do centro mais in contornável do in s tinto, em traça quase geo gráfica, eu me
bli mundo, re conhecida nesta posse, eu, un dress, e eu, pessoa, es sência de ser em mim, con sub s tanci ada in s crição, trans parência in tegral ( agudís sima, silfídica, ben dita luci dez: in finita mente cega: de amor de a mar - ( ~




.


6.6.08

 




~
[


esc AVA ções
/



/ un der / ss






~ [[ aj_server = 'http://rotator.adjuggler.com/servlet/ajrotator/'; aj_tagver = '1.0';
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aj_pv = true; aj_click = ''; [ the last world in words ~ [ your dic t ionary

( undres s ~~

Synonyms · Usage ~ Examples
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aj_pv = true; aj_click = '';

( un dress De finition

un·dress ) (un dres′; for n., usually un′dres′)

tran (( s itive ~ verb ( trans i t

to take off the clothing of; strip
to divest of ornament

to remove the dressing from ( a woun // n nd)

in tran s itive /verb / ))

to take off one's clothes; strip

noun x

the state of being ) ( naked, only partly dressed, or in night clothes, a robe, etc.
ordinary or informal dress, as opposed to uniform, full dress, etc.
un dried
un drink // able

undress ( ~~ ) Synonyms

un dress

v.
stri ~ p, take off one's clothes, undrape, disrobe, unclothe,

dis man tle,

divest, become naked, assume the altogether*, put on one's birthday suit*, strip to the buff*, peel*, climb out of one's clothes*.
Antonyms
dress*, put on one's clothes, attire oneself.
undress Usage Examples
WriteColloDisclaimer();
Obje / ct
room: Each consists of undressing room, the bath-room, and the dressing-room.
body: They undressed the body and laid it on a wooden table called an embalming ~table.
child: According to the latter's statement, he had undressed the child for the purpose of giving him a bath.
baby: Zips up for easy on, off & diaper changes Easy to change diaper without undressing baby.

woman: Topic: How to un // ~ dress a woman with you mouse!

Preposition: on ~
beach: IC: I think it was the little man [ undressing on the beach ] , yes.
Preposition: at
night: They are so quick after the siren that I am sure they never undress at night.
Converse of object
do: For example, if you are of the opposite sex to the child, do not undress or bathe them.
watch:
He also got a chance to check out potential hiding places, sneak back later, and watch the neighbor ladies undress.



Modifying ] Another Word


[ (( uma das condições indispensáveis da construção é a ingenuidade da disposição que torna o corpo leve e a ber to em consonância com a luminosa vibração do espaço e a sequência fluvial do tempo ~ António Ramos Rosa ~ abertura edges of illusion John Surman ~~~~~

then: Amiee and Chantelle Fashion Show We all got undressed then put on the fashion clothes and went on stage to model them.
completely: Exposure: all multiple injured patients should be completely undressed.

slowly ( languidly ?
: As the water hit the shore outside, he'd slowly undress me and kiss each part of my body.

quickly: The bus driver and the man were quickly undressing to reveal that they were in fact a flaming red devil and a grim reaper.
partially: After Aaron told his story, the women left the courtroom and Aaron partially undressed and stood before the jury.
all ( almost? : The three immortal goddesses Had come, and all undressed To ask a mortal man to choose Which was the loveliest.

Modifies a noun: modifies ( a
uniform: The pill box was, in fact, the undress uniform of the soldier of the day.
gown: Cap: Square ( for wear with the undress gown ).
Preposition: in
front: I don't get undressed in front of my husband.
house: One night he sees a beautiful girl undressing in the house next door and instantly falls in love.
aj_server = 'http://rotator.adjuggler.com/servlet/ajrotator/'; aj_tagver = '1.0';
aj_zone = 'ltk'; aj_adspot = '322772'; aj_page = '0'; aj_dim ='286700'; aj_ch = ''; aj_ct = ''; aj_kw = '';
aj_pv = true; aj_click = '';

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un draw

un doubtedly

>>> un doubted

undouble
un done
undoing
un documented feature
undocumented
undo
Un dset
undue
undue influence

un~dulant ›>>

un dulant~ fever
undulate
undulating
undulation

> ~ undulatory › ~

unduly
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disrobe

chan ~ ge ~ >>>

wear
regiment
peel
bare
take-off
dis array

)) nude ( no̵̅o̅d, nyo̵̅o̅d )

pantaloon vermin
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Webster's New World College DictionaryCopyright © 2005 by Wiley Publishing, Inc., Cleveland, Ohio.
Webster's New World Hacker DictionaryCopyright © 2006 by Bernadette Schell and Clemens Martin.Published by Wiley Publishing, Inc., Indianapolis, Indiana.
Webster's New World Telecom DictionaryCopyright © 2008 by Wiley Publishing, Inc., Indianapolis, Indiana.
Webster's New World Roget's A-Z ThesaurusCopyright © 1999 by Wiley Publishing, Inc., Cleveland, Ohio.
Webster's New World Finance and Investment DictionaryCopyright © 2003 by Wiley Publishing, Inc., Indianapolis, Indiana.
Webster's New World Law DictionaryCopyright © 2006 by Wiley Publishing, Inc., Hoboken, New Jersey.
Used by arrangement with John Wiley & Sons, Inc.

The word usage examples above have been gathered from various sources to reflect current and historical usage.They do not represent the opinions of YourDictionary.com.
© 1996-2008 Love(( ToKnow, Corp. All Rights Reserved. Audio pronunciation
provided by LoveToKnow, Corp.

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/ un der / ss



[ ( tudO saberemos quando chegar O momento de saber - (( open in g the last wor d ( the in ( w o r d






[[alterações sobre texto in your dictionary.com [ foto helmut newton le baiser de bordighera




~


28.5.08

 





~



peri feri a


s )(














) palomas pássaros pedras gatos cegonhas índicos indícios ~

cegonhas gansos aves cerejas [ aves cais ancorar lobo cais

: todo se explica en la impossibilidad













palomas gansos côncavos ais rosa abutre morabeza laranja




paloma~ s






âncora cais ondas sais ais ~ (((











Palomas.

Atraviesan

la inexistencia.

Hay huellas de pastor frente al abismo.


Cóncavas.

Todo se explica en la imposibilidad.

Hay úlceras en la pureza,

vamos

de lo visible a lo invisible.

En este error descansa nuestro corazón.






























( xxxxxxxxxxxxxxxx escatologicamente: consistimos: ondas sopro indícios: índicos ais: palomas




Quizá el silencio dura más allá de sí mismo y la existencia es sólo

un grito negro, un alarido ante la eternidad.


El error pesa en nuestros párpados.






( todo se explica: leis que: no todo: o amor? nada

: nada se explica: en la mitologia? (


)( todo se explica no ar: nu: não palavra: tudo
en la
movilidad: en las mornas ?


todo se explica na boca aberta: en la mixtura en todo: todo se implica ))

[ todo respira vento todo se implica tudo: todo


se explica subita e inexplicavelmente a:


ser:










alterações [ indefinitivas sobre poemas de antonio gamoneda in arden las pérdidas

foto1 e 4 ana franco 2 carlos cunha 3 diogo ramos moreira




~


18.5.08

 


~~




tu boz sta escuradi bezus qui a mí no dieras/

di bezus qui a mí no das/

la nochi es polvu dest'ixiliu/

tus bezus inculgan lunas

qui yelan mi caminu/

y timblu dibaxu dil sol/








[ tua voz está escura de beijos que me não deste/de beijos que me não dás/a noite é pó deste exílio/

teus beijos penduram luas que gelam meu caminho/e tremo debaixo do sol/




a tua voz clara choca de beijos: a tua voz voz de arca rio barca :: voz ancorada

dibaxu

escorre corpo acima livre imprimo farejo inscrições : sopro voz de pedra parideira :: amanteigada via longe lata resposta réstea difuminadu

dibaxu


o metal efervesce gestos transbordo o corpo da tua voz o apelo da palha: a tua voz de menino calada :: voz de fronteira cega de mapas

dibaxu

raio a tua voz disseminada quase sombra sal perfume amixia amniótica de orvalhos

dibaxu

cabeça seguindo o peito seguindo o sexo por esta ordem a língua viva raíz espessa doce gesto licor penas : branco ramo macieira sangue a pulso calor abrigado

dibaxu

ensaio tronco impresso ésse : ázimo pão lunar funambulário :: entranço inculco amasso escuto: hora: dez: diz dez diz manhã parada


por cima ao lado por dentro à boca : afago boca de lobo atalho olhos abaixo a tecer ser :: digo voz dez: calo divago

devagar olhar ar

: dez: voz: calo: axo: calamus grito: voz dez digo :: encaxo



dibaxu



























[ variação sobre poema de
Juan Gelman alterado dibaxu tradução do
sefardita de Andityas Soares de Moura

foto 1 hannah t lovers 2 annika silander


11.5.08

 


~





( rosa









O principezinho foi ver de novo as rosas :


- Não sois nada parecidas com a minha rosa! Ainda não sois nada - disse-lhes ele.

- Ninguém vos cativou e não cativaram ninguém.


São como a minha raposa era, uma raposa perfeitamente igual a cem mil raposas.

Mas eu tornei-a minha amiga e ela passou a ser a única no mundo.



) rosas


































E as rosas ficaram bastante irritadas.






- Sois bonitas mas vazias - disse o principezinho.

- Não se pode morrer por vós.


Claro que, para uma pessoa qualquer, a minha rosa é igual a vocês.

Mas, sozinha, é muito mais importante do que vós todas juntas, porque foi ela que eu reguei.


Porque foi ela que eu pus debaixo de uma redoma.

Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.


Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas).

Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se.












Porque ela





é a minha rosa ( ros ^i^ nha

















[[[- Tu as du bon venin ? Tu es sûr de ne pas me faire souffrir longtemps ? ]]]
























excertos le petit prince antoine de saint-exupéry tradução im]própria :)

foto1 erwin seiler 2 sem id 3 francisco josé sena 4 dekadenz


~




3.5.08

 




( xiiu (



























(( o que tem o amor


o que tem se


tem o que tem o que tem ( não ) o amor a ver com as palavras















não tem





o que tem ( não














( shshsh


shshhshssssssh?hhh


hhhhhxxxxxx?xxxxxiiiiiixxxuuuxxxx


xxxxhhhhiiiiiiiiiiiiiihhhssssxxxxxiuxxsss?ssssshhhhhiuiuiu ))








)



Vou escrever um poema sobre ti,
disse eu a uma ave.


A ave respondeu,


As tuas palavras serão tão coloridas como as minhas asas?


Não, retorqui.


As tuas palavras serão tão doces quanto a música da minha voz?


Não, voltei a responder.


As tuas palavras poderão voar o voo das minhas asas?


Não.


A minha vida estará nas tuas palavras?


Não.


Como poderás então escrever um poema sobre mim? perguntou-me a ave.


Porque te amo, disse.




A ave exclamou, O que tem o amor a ver com palavras?



(









"Versão minha de um poema em língua inglesa, de Harivansh Rai Bachchan, por sua vez traduzido do hindu, não faço a menor ideia de onde."

isabela em
o mundo perfeito alterado

foto1 Anne G white birds 2 Siriol Sherlock vi



26.4.08

 



~~









pour faire le portrait d´un ois eau ~









Peindre d'abord une cage
avec une porte ou verte
peindre en suite
quelque chose de joli
quelque chose de simple
quelque chose de beau
quelque chose d'utile
pour l'ois eau ~
placer ensuite la toile contre un arbre
dans un jardin
dans un bois
ou dans une forêt
se cacher derrière l'arbre
sans rien dire
sans bouger...




Parfois l'ois~eau arrive vite
mais il peut aussi bien mettre de longues années
avant de se décider
Ne pas se décourager
at tendre
attendre s'il le faut pendant des années
la vitesse ou la lenteur de l'arrivée de l'ois~eau
n'ayant aucun rapport
avec la réussite du tableau




Quand l'ois~eau arrive
s'il arrive
observer le plus profond silence
attendre que l'~oieau entre dans la cage
et quand il est entré
fermer doucement la porte avec le pinceau
puis
effacer un à un tous les barreaux
en ayant soin de ne toucher aucune des plumes de
l'ois~eau




Faire ensuite le portrait de l'arbre
en choisissant la plus belle de ses branches
pour l'ois eau~
peindre aussi le vert feuillage et la fraîcheur du vent
la poussière du soleil
et le bruit des bêtes de l'herbe dans la chaleur de l'été
et puis attendre que l'ois eau~ se décide à chanter




Si l'~ois eau ne chante pas
c'est mauvais signe
signe que le tableau est mauvais
mais s'il chante c'est bon signe
signe que vous pouvez signer
Alors vous arrachez tout douce ment
une des plumes de l'~ois eau
et vous écrivez votre nom dans un coin du tableau.





Para pintar o retrato de um pás s aro
Primeiro pinte uma gaiola
com a porta aberta.













Depois pinte






algo gracioso
algo simples
algo bonito
algo útil
para o pás s aro.
Então encoste a tela a uma árvore
em um jardim
em um bosque
ou em uma floresta.
Esconda-se atrás da árvore
sem falar
sem se mover...







Às vezes o pás s aro aparece logo
mas ele pode demorar muitos anos
antes de se decidir.
Não desanime.
Espere.
Espere durante anos, se for necessário.
A rapidez ou a lentidão do pás s aro
não influi no bom resultado
do quadro.




Quando o pás s aro aparecer
se ele o fizer
observe no mais profundo silêncio
até ele entrar na gaiola
e quando ele assim agir
delicadamente feche a porta com o pincel.







Então,
apague uma a uma todas as grades
tomando cuidado para não tocar na plumagem do pás s aro.
Em seguida, pinte o retrato de uma árvore
escolhendo o mais bonito de seus galhos
para o pás s aro.
Pinte também a folhagem verde e o frescor do vento
o dourado do sol
e a algazarra das criaturas, na relva,
sob o calor do verão.
e então espere até que o pássaro decida cantar.




Se ele não cantar
é um mau sinal,
um sinal de que a pintura está ruim.
Mas se ele cantar é um bom sinal
um sinal de que você pode assinar.
Então, com muita delicadeza, você arranca
uma das penas do pás s aro
e escreve seu nome em um canto do quadro.


































[ poema jacques prévert alterado trad não id

4 ~jacques prévert paris 1955 foto robert doisneau

3 ~henri matisse foto henri cartier-bresson

2 ~foto não id

1 ~modesto ooo2 desenho fernando zanforlin



21.4.08

 








~




es ca n ca ra do pró x imo e es ca n
ca ra do ou tr o ser outro ]













Uma vez sonhei que, se esfregássemos os olhos, as lágrimas seriam provavelmente completamente di ferentes das que conhecemos.

Seriam mais doces do que o mel e es correriamde uma reserva secreta cuja ex istência ignorávamos. O único

órgão criado com o conhe cimento de que nunca serviria.







X






Uma brincadeira triste de Deus, que sabia de ante mão com quem se estava a meter, porque é possível superar a força de atracção

mas não a da repulsa e de rejeição do ser que, ao ver junto de si outro ser próximo e es can carado,

p isca logo como a polícia das fronteiras.




[ p ! isca logo como

p ! i sca logo polícia



\ \ \ \ \ \ fro n t/ /\ \ eiras
/ / / / / /










em carne viva
David Grossman alterado ~ recolhido em NUSINGULAR

Foto Jean Lagarrigue Le sens de l`effluve





Le sens de l`effluve





X X X





17.4.08

 




~





quel est le...?




?... quel est







le



sens




[ le sans sens


[ le sans


[ sang






?


des


effluves





~


4.4.08

 






~



@







@@@@@@ je voudrais













Je vou drais pouvoir dessiner les effluves qui circu lent entre les personnes










des siner






les ef fluves
@@@@@@






























henriMichaud
Eclatements AlteradoFoto1leslieWayneExquisiteCorpse2brunoFilipePires

3josephineHaig in Vi

31.3.08

 



~~




também as pessoas sérias





~



também as pessoas rias



se cruzam às vezes na sombra da tarde:

quando não podem fugir

indagam cuidadosamente a curvatura dos líquidos

recordando

estridências de ninhos muros exílios

tangerinas flores de orvalho

[ que também elas se lembram filhas do bosque e

mais por dentro

veados:


religam por isso os ecos da língua à noite

salivando como gotas alongadas

numa estranha e póstuma fidelidade:

assim se espalham

nos cantos do ar

nas águas que cegam nas cores que se

afagam.



[ as pessoas sérias



filtradas ao medo à ponte ao segundo

assim de repente inviáveis

num bito contrair galopado

arrastam consigo penas

interrogam

circulares:



:misteriosas

se inclinam

a murmurar traduções

no crivo da tarde




































foto1 robert and shana parkeharrison 2 the crossing idem





28.3.08

 





~



quando eu tiver setenta anos









quando eu tiver setenta anos

então vai acabar esta minha adolescência


vou largar da vida louca

e terminar minha livre docência


vou fazer o que meu pai quer

começar a vida com passo perfeito


vou fazer o que minha mãe deseja

aproveitar as oportunidades

de virar um pilar da sociedade

e terminar meu curso de direito



então ver tudo em sã consciência

quando acabar esta adolescência
















PaulLeminski _alte